sábado, 15 de janeiro de 2011

Video "Lenda das sete Cidades"

A lenda das sete cidades

A LENDA DA LAGOA DAS SETE CIDADES
Há muitos, muitos anos, vivia no Reino das Sete Cidades uma pequena Princesa chamada Antília. A menina era a filha única de um velho Rei viúvo que era conhecido pelo seu mau feitio. Senhor das Alquimias e do Saber, o Rei vivia em exclusivo para a sua filhinha, não gostando que a Princesa falasse com ninguém. A menina ora estava com o pai, ora estava com a velha ama que a criara desde o nascimento, altura em que a Rainha sua mãe falecera.
Os anos foram passando, Antília foi crescendo e um dia já não era mais aquela menina de tranças loiras caídas sobre os ombros, enfeitadas com flores silvestres; tinha-se transformado numa linda jovem, uma Princesa capaz de encantar qualquer rapaz do seu reino.Contudo, se todos ouviam falar da beleza da jovem Princesa, eram poucos ou nenhuns os que a conheciam, pois o Rei não gostava que ela saísse do castelo nem dos jardins que o circundavam.
Mas Antília não se deixava intimidar pelo pai, e com a ajuda da velha ama costumava esquivar-se todas as tardes, enquanto o Rei dormia a sesta depois do almoço. Saía pelas traseiras, sem que ninguém a visse, e ia passear pelos montes e vales próximos.
Num desses passeios, andando pela floresta, um dia a Princesa escutou uma música. A música era tão linda, encantou-a de tal forma, que ela se deixou guiar pelo som e foi descobrir um jovem pastor a tocar flauta, sentado no cimo de um monte. Era ele o autor de tanta maravilha! A Princesa, encantada, deixou-se ficar escondida a ouvir o jovem a tocar flauta. E ouviu-o escondida durante semanas, até que o pastor, um dia, a descobriu por detrás de uns arbustos.
Ao vê-la foi amor à primeira vista, e era recíproco, pois ela também estava apaixonada por ele. Os jovens continuaram a encontrar-se. Passavam as tardes a conversar e a rir, o pastor a tocar para a Princesa e ela a escutá-lo enlevada, e ambos se sentiam muito felizes juntos. Um belo dia o pastor decidiu pedir a Princesa em casamento. Logo pela manhãzinha, o jovem bateu à porta do Castelo, e pediu ao criado para falar com o Rei. Pouco depois o criado voltou e levou-o à presença do Soberano. Muito nervoso mas determinado, o pastor fez-lhe uma vénia e, olhando-o nos olhos, disse:
- Majestade, gosto muito de Antília, sua filha, e gostaria de pedir a sua mão em casamento.
- A mão de minha filha, NUNCA... OUVIS-TE... NUNCA!- disse o Rei aos berros.
-Criado, põe este pastor atrevido na rua.
O jovem bem tentou argumentar, mas ele não o deixava falar, e expulsou-o do Castelo.

Em seguida o Rei mandou chamar Antília e proibiu-a de ver o pastor. Antília mais não fez do que acatar as ordens do Rei seu pai.
E nessa mesma tarde foi ter com o seu amor e disse-lhe que nunca mais se podiam encontrar. Os dois jovens choraram toda a tarde abraçados.
As suas lágrimas, de tantas serem, formaram duas lindas e grandes lagoas, uma verde da cor dos olhos da Princesa, a outra azul da cor dos olhos do pastor. E ainda hoje estas duas lagoas continuam no Vale das Sete Cidades, na Ilha de São Miguel, lá nos Açores, para avivar a memória de todos quantos por ali passam, e recordar o drama dos dois apaixonados.
(Esta é uma das várias lendas que o povo conta sobre o aparecimento da Lagoa das Sete Cidades na Ilha de São Miguel - Açores)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Carta ao Pai Natal II

Querido pai natal, eu sei que estas muito ocupado com os presentes nesta época. Já recebestes milhares de cartas, emails e telegramas dos outros meninos a pedirem-te diversos presentes. Chamo-me Quico e gostaria de te contar uma história sobre um menino que já á muito tempo recebe as prendas trocadas.
O nome dele é José. Vive com o seu irmão gémeo que se chama António. O António é muito traquina. Gosta muito de fazer partidas ao irmão. Mas eu acho que com as prendas que tu nos envias não se deve pegar partidas. Cada prenda é destinada a cada menino. Só ele a deve receber e apreciar. No dia de Natal, o António, levanta-se sempre muito cedo, antes do seu irmão José acordar. Troca as etiquetas que tu colocas nas prendas. Imitando a tua letra escreve outras etiquetas. Assim recebe, para além das suas prendas, algumas que são destinadas ao José. Uma maneira de o António deixar de fazer estas partidas ao irmão seria colocares as etiquetas dentro das prendas. Obrigado desde já. É que o José e o António são meus amigos. Por isso não posso contar ao José a partida que o irmão lhe faz todos os anos pelo Natal.
Não sei se ainda te lembras do meu nome? Eu chamo-me Quico e gostava que não te esquecesses de mim. Vou contar-te um pouco como correu o meu ano. Tive um comportamento irregular (umas vezes portei-me muito bem e outras muito mal) ao longo deste ano. Sei que em determinadas alturas me excedi (ultrapassei o limite) com os amigos e com a minha professora. Fiz algumas birras. Mas como já ouvi alguns adultos dizerem é próprio da minha idade. Sei reconhecer quando estou errado. Imediatamente peço desculpa. Por vezes choro um pouco pois não quero magoar os meus amigos e muito menos a minha professora, de quem eu gosto muito. A minha mãe por vezes ralha comigo em especial quando estou a comer. Sabes, demoro muito tempo a comer. Claro, só quando não gosto da comida que no entanto a minha mãe me diz que faz bem e me ajuda a crescer. Quando é pizza e lasanha rapidamente como. Gosto muito da comida italiana.



Fica já a saber que gosto muito de Bakugans. E perguntas tu o que é isso? É um novo divertimento que, nós os miúdos, temos para nos entreter quando estamos no recreio. O Jogo “Bakugan” ou “Esfera Explosiva” (Baku = explodir + Gan = esfera) traz pequenas esferas que se transformam em criaturas guerreiras que podem salvar a Terra. Repara na fotografia ao lado.
Uma vez fiz uma aposta com dois dos meus amigos. Se levasse uma “faca” (sim estas a ler bem, uma faca!) para a escola eles davam-me quatro esferas “Bakugans” para eu brincar com eles. E perguntas tu, novamente, para que é queriam eles a faca? Nunca soube, pois fui apanhado. Enquanto a minha mãe e o meu irmão estavam na sala a preparar-se para irem para a escola eu fui a cozinha tirar a faca e coloquei na minha mochila dos brinquedos. Não disse nada a minha mãe. Eu sei que fiz mal. Devia ter pedido á mama se podia levar a faca ou não. Mas não o fiz. No percurso da escola ainda tive oportunidade de o dizer. Não o fiz. Sei agora que tinha tido uma segunda oportunidade e não a aproveitei. Na escola quando a mostrei aos meus dois amigos eles foram contar aos outros amigos. Isto espalhou-se e chegou aos ouvidos da responsável por nós enquanto a professora não chegava. Quando a professora chegou ficou muita zangada comigo e disse-me que iria contar aos meus pais. Contei-lhe então tudo o que tinha planeado como os meus amigos. A professora explicou-me que não devia fazer isto. Que antes de trazer alguma coisa de casa devia pedir a mãe. Contou a minha mãe e ela pôs-me de castigo. Durante uma semana não podia trazer brinquedos para o colégio. Na altura pedi desculpa a todos. O meu pai que mora noutra casa também ficou zangado comigo.
Querido Pai Natal, apesar de tudo eu sou um menino bem comportado pois também faço coisas boas. Ajudo os colegas que tem dificuldades e defendo-os quando não fizeram nada. Explico a professora que eles estiveram ocupados a fazer outras coisas tais como desenhos ou trabalhos a brincar para descomprimir pois ser menino é muito cansativo mas divertido. Ser criança não é fácil, sabes! Deixo-os também brincar com os meus brinquedos, converso com eles, de vez em quando faço umas “asneirinhas” porque digo os resultados dos problemas aos meus colegas. É traquinice minha mas não é maldade. Certo!
Em casa vejo televisão e ajudo a mãe a limpar a louça e a arrumar a roupa. Já tomo banho sozinho! O que é uma grande ajuda para a mãe. Quando chego a casa piro-me para a sala e ligo a televisão. Sou mesmo espertalhão. Mas quando ligo logo a televisão a minha mãe chama-me para comer. Isso é muito aborrecido. Fico na dúvida se devo ir ou não. Mas eu sei que devo obedecer aos adultos. Mas o que eu quero mesmo é ver televisão. E não preciso de comer. Ou melhor eu tenho de comer senão não cresço e morro.
Querido Pai Natal, esta carta já vai longa. Vou contar-te uma maneira que a minha professora tem para nos avaliar semanalmente. O sistema que usa é o das estrelas. Ela, tem cinco estrelas para cada um: comportamento, trabalho e amigos. Por exemplo esta semana tive cinco estrelas no trabalho, uma estrela no comportamento e quatro estrelas nos amigos. O meu pior desempenho é no comportamento. Aconteceu uma situação na sexta-feira que me fez perder três estrelas. Uma das minhas colegas estava no quadro, no final das actividades, a fazer um desenho quando uma das responsáveis disse para arrumar as coisas. Eu pensando que ela não tinha ouvido fui apagar o desenho dela. Sei agora que fiz mal. A minha colega ficou chateada e fez outra vez o desenho. Eu disse-lhe que era para arrumar e apagar o desenho. Mas ela e um colega começaram a puxar-me e a empurra para continuarem a fazer o desenho. Depois eu fiquei muito zangado e decidi bater na colega. O meu colega pôs-se a frente e disse: Oh! Não bates na minha colega. E começamos a lutar. A minha colega começou a chorar. A professora ouviu e disse-me para ir buscar o caderno. E assim tirou-me três estrelas do comportamento. Disse-me que não devia ter batido na minha colega. Eu concordei com ela. Esta situação ainda agora que te estou a escrever me faz chorar. Prometi a min mesmo que não faria mais isso. Sabes, eu sou um pouco impulsivo. E acho que devo tentar controlar isso.
De tudo o que te contei, acho que me considero um bom menino, amigo e responsável. Não gosto que haja injustiças. Por vezes tenho reacções que depois me arrependo. Mas sempre que me explicam que não se deve fazer determinadas coisas eu compreendo-as e tento não repeti-las. Mas sabes como é que um menino de sete anos reagem não é. Espero que compreendas e me envies algumas prendas que aches adequadas.
P.S: A já agora, lembrei-me de uma prenda que me envias-te a uns anos. Era um comando de televisão universal. Gostei da piada. És um brincalhão. Pareceu-me na altura que tu tinhas tido uma conversa com o meu pai. Ele tinha-me dito, cansado de estar sempre a comprar comandos para a televisão, este ano o Pai Natal vai-te enviar um comando de televisão só para ti.
Um beijo grande deste menino que gosta muito de ti.
Quico

Carta ao Pai Natal I


Querido Pai Natal
                O meu nome é Vitinha. Sou um menino muito traquina. Sou também muito brincalhão. Gosto muito de brincar com os meus amigos no recreio do colégio. Na sala de aula gosto em especial de fazer os trabalhos de língua portuguesa. Também gosto de fazer os trabalhos de matemática. Eu hoje estou-te a escrever esta carta para me conheceres melhor e te pedir algumas prendas. Eu sei que andas muito ocupado. Todos os meninos te pediram prendas. E tu tens que decidir quais deles é que podem receber prendas. Espero que eu também tenha direito a alguma das tuas prendinhas.
         No colégio uns dias porto-me bem e outros não. As traquinices que faço, são do género de não realizar os trabalhos a tempo e horas. Estou com a cabeça no ar. Estou a pensar na fada dos dentinhos e em ti. Outras vezes estou a pensar no recreio e no que lá vou fazer. Gosto muito de correr atrás dos meus colegas. Jogar “a apanhada” e “as escondidas”. A professora, esta sempre a avisar-me se não fizer os trabalhos, não vou ao recreio. Ai, acordo das minhas viagens e recomeço a trabalhar. Outras traquinices que me lembro, são as lutas que as vezes faço com os outros colegas. Sei que não devo fazer isso. Podemo-nos magoar.
Em casa ajudo a minha mãe a limpar a louça, faço a cama e arrumo os meus brinquedos e a roupa. Já é muita coisa para um menino de sete anos. Não achas? Gosto muito de brincar com o meu irmão e a minha irmã. Eles são muito amorosos. Ajudam-me a fazer os deveres de casa e a entender algumas coisas que não sei. Outras vezes a minha irmã é muito má. Ela bate-me quando estamos a jogar. Sabes, eu sou um pouco batoteiro. Quero sempre ganhar os jogos. As vezes, invento regras de jogo para assim poder ganhar. Os meus irmãos não gostam nada. Faço birras se não ganhar. Eu sei que não devo fazer isso. Mas eu ainda sou pequeno. E a minha irmã em especial deveria ter isso em conta, e podia deixar-me ganhar algumas vezes.
Eu sei, aprendi na catequese, que no dia vinte e cinco de Dezembro é o Natal. Que nesse dia comemoramos o nascimento no Menino Jesus. Foi um menino que nasceu muito pobrezinho. Nasceu num estábulo ao pé de alguns animais. Disseram-me que estavam lá uma vaca e um burro. Era filho da Virgem Maria de São José. Nasceu em Belém e os Reis Magos (Reis de terra muitos distantes) foram visita-lo oferecendo-lhe presentes. Como esse menino era muito bondoso, acho que foi ele que te criou para dares presentes aos meninos que se tenham portado bem durante o ano. Acho que tudo aconteceu assim. Depois do menino Jesus ter crescido e feito o bem a todos. Decidiu antes de morrer que os meninos de todo o mundo a partir dessa data deveria ter um premio no dia de Natal. Assim escolheu um velhinho para ter essa tarefa. Esse velhinho és tu. Como Jesus era mágico deu-te vida eterna (por isso é que não morres). Acho que só irás morrer se não houver meninos a portarem-se bem nesse ano (espero que isso nunca aconteça). Deu-te também vários poderes mágicos. Alguns deles, eu conheço. Podes voar com o teu trenó puxado por renas voadoras. Tens um saco pequeno aparentemente mas que cabem lá todos os presentes. Consegues sem abrir a porta entrar nas casas pela chaminé. És muito gordo (acho que na altura do natal engordas mais). Deixam-te para tua comeres leite e bolachas e tu tens que as comer todas. Estou a imaginar o esforço que tens de fazer para comer todas as bolachas e copos de leite que todos os meninos te deixam. Acho que os teus ajudantes, os duendes da neve, devem também ajudar-te nessa tarefa. Deves ter também um relógio que faz parar o tempo. Não seria possível distribuíres os presentes pelo mundo todo se não parasses o tempo. 
Espero que me visites este Natal tal como o tens feito todos os anos. Este ano só teu vou deixar um copo de leite para não ficares tão gordo. Aconselho-te a fazer exercício físico e a dormir bem para ficares em forma. Poderás comer maças para não te constipares.
Um beijinho do Vitinha.
PS: As prendas ficam ao teu critério. Se achares que mereço envia-me algumas que eu gostaria de receber.